quarta-feira, 4 de agosto de 2010

No Velho Guaribu: Familia Peralta

A trisavó Leocádia Calvet de Avellar Simões entre seus netos, na varanda do velho casarão do Guaribu, em fins da década de 1930. Nos dois cantos superiores da foto estão Arthur e Dyrce Peralta. 
Debruçados sobre a barragem do açude do Guaribu: meu avô Arthur Carlos Peralta, tendo à esquerda minha avó Dyrce e, ao lado desta, a tia-avó Herundina Nídia Peralta.











 
Os jovens da família Peralta, na Fazenda do Guaribu, em Avelar, município de Paty do Alferes (RJ) em meados da década de 1930. Situada na serra fluminense, foi fundada em fins do século XVIII pela família Avellar, nossos antepassados. Seu fundador, o tenente Antonio Ribeiro de Avellar foi testemunha de defesa de Tiradentes e este depoimento consta dos famigerados "autos de devassa" da Inconfidência Mineira. Os Ribeiro de Avelar eram pioneiros cafeicultores no Brasil e possuíam inúmeras fazendas ao longo do vale do rio Paraíba do Sul. As terras da Fazenda do Guaribu ainda em estão mãos da família Peralta, alguns dos quais lá residem.

Na foto ao alto, no meio dos seus netos, aparece minha trisavó Leocádia Calvet de Avellar Simões, sentados nos bancos em pedra de cantaria, da grande varanda do casarão, que se debruçava sobre o vale. Nesta foto, também, aparecem meus avós, nos dois cantos superiores. Na foto seguinte, meus avós Dyrce e Arthur Carlos Peralta aparecem como terceiro e quarto da esquerda para a direita, mergulhados no velho açude que era destinado, no passado remoto, a mover um dos primeiros geradores elétricos da região. Ao lado esquerdo de Dyrce Peralta está minha tia-avó, Herundina Nídia, que residia no Guaribu e alguns de seus filhos ainda moram lá. Nas demais fotos, minha avó aparece em primeiro ou segundo plano em várias delas. Na foto logo acima, aspecto geral da sede da fazenda do Guaribu, em meados da década de 1930, quando ainda existiam, diante do casarão, três das quatro palmeiras imperiais originais.

sábado, 8 de maio de 2010

Os Irmãos Peralta em Curitiba

Os filhos de Dyrce e Arthur Carlos Peralta, em Curitiba, em fins dos anos 1940, na casa em que residiram na atual rua Acyr Guimarães, na praça do Japão. Em pé, meu pai, Carlos Henrique e meu tio Paulo Fernando. Sentado à direita, meu padrinho Luiz Antonio e no colo de minha avó, Cláudio Victor, meu tio caçula, o único destes nascido na capital paranaense, na Maternidade Victor Ferreira do Amaral.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Brig. Peralta em Curitiba: Tempos de Comando II



Nesta foto, meu avô, brigadeiro Arthur Carlos Peralta, desamarra a fita de inauguração do alargamento da rua Marechal Deodoro, na altura da Praça Zacarias, em Curitiba, em 1966. Em volta aparecem o governador do Paraná, Paulo Pimentel e o prefeito de Curitiba, Ivo Arzua Pereira, entre outras autoridades civis e militares.


domingo, 18 de abril de 2010

Brigadeiro Peralta em Curitiba: Tempos de Comando


Meu avô, o brigadeiro Arthur Carlos Peralta, tendo à frente, minha avó, Dyrce Miranda Peralta, na cerimônia em comemoração ao dia da independência, em 1966, no Círculo Militar do Paraná, do qual era presidente. Nas fotos, ambos recepcionam o então governador do estado, Paulo Pimentel e sua esposa. Arthur Carlos Peralta esteve pela primeira vez em Curitiba, em 1938, como primeiro-tenente-aviador, servindo no antigo Quinto Regimento de Aviação do Bacacheri. Comandou a unidade, depois, já como base aérea, por algumas vezes nas décadas de 1940/50. Foi sua a iniciativa de transformação do pequeno e irrelevante destacamento de base aérea, primeiro em base secreta de interesse estratégico para a FAB, na segunda guerra mundial e, depois, num importante aérodromo militar da região sul. Mais tarde, a base aérea do Bacacheri passou a sediar uma escola de formação de oficiais especialistas e de infantaria de guarda da Força Aérea Brasileira. A EOEIG teve grandes avanços e melhoramentos sob seu comando. A unidade aeronáutica do Bacacheri abriga atualmente o CINDACTA II. Como presidente do Círculo Militar do Paraná, foi ele quem planejou e deu início às obras do imponente ginásio esportivo que lá existe, o qual leva o seu nome e é mais conhecido como Palácio de Cristal.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Peralta, C.H.











Notícias da época de jornalismo e militância política 



Meu pai, o aviador, jornalista, defensor público e advogado (OAB/RJ 2.495) Carlos Henrique Peralta (1937-1996). Era o mais velho dos cinco filhos de Dyrce e Arthur Carlos Peralta. Na foto ao alto, discursando na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em 1994, na solenidade em que recebeu a medalha Tiradentes, pelos relevantes serviços públicos que prestou àquele estado da federação. Na seguinte, num comício como candidato a deputado federal pela extinta UDN do estado do Rio de Janeiro, em 1962. Logo abaixo, com a mão no queixo, ao lado de colegas no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Na outra foto, aparece com sua turma de cadetes da EPCAR (BQ 54), em Barbacena, Minas Gerais. Na foto acima, sentado na carlinga de um Vultee BT-15 Valiant.

Embora amasse a aviação, tendo pilotado durante toda sua vida, não seguiu a carreira militar, como seu pai e seu irmão, Paulo Fernando. Dedicou-se primeiro ao jornalismo e à política, e depois à atividade jurídica. Como jornalista, foi redator da Tribuna da Imprensa; trabalhou no Correio da Manhã e no Diário de Notícias, do Rio de Janeiro; foi correspondente político na sucursal carioca de O Estado de São Paulo; e diretor do Diário do Comércio. Exerceu o cargo de secretário de imprensa do governador do Rio de Janeiro, Celso Peçanha. Em 1961, foi subchefe do Gabinete Civil do presidente da República, Jânio Quadros, no estado do Rio de Janeiro.   

domingo, 11 de abril de 2010

Cel. Av. Paulo Fernando Peralta




O casamento com Maria Ângela Soares Peralta, em 05/01/1963. 

 

Meu tio, o coronel aviador Paulo Fernando Peralta (1938-2004), filho de Dyrce e Arthur Carlos Peralta. Era o segundo de cinco irmãos homens e foi o único destes que seguiu a carreira militar do pai. Na foto ao alto, o  primeiro à direita, com sua turma de cadetes. Logo abaixo, na cerimônia do espadim, ao lado de minha avó Dyrce Peralta. Nas fotos do meio, jovem primeiro-tenente aviador, piloto de caça, ao lado de um jato Lockheed TF-33 Shooting Star, da FAB, em 1963. Logo acima, ao lado da esposa, tia Maria Ângela Soares Peralta, e de minha avó Dyrce Peralta. Ao fundo, um Avro C-91, do Grupo de Transporte Especial (GTE) da FAB. Durante o governo João Figueiredo, foi piloto do Boeing presidencial, lotado no Gabinete Militar da Presidência da República. Integrou a representação brasileira na Junta Interamaricana de Defesa, em Washington, nos EUA. Era um dos maiores especialistas brasileiros em investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos. Atuou no SIPAER e foi chefe do CENIPA, em Brasília (DF). Desde 2010, empresta seu nome à biblioteca da sede do CENIPA.

domingo, 28 de março de 2010

Chalbaud y La Escosura

Fonte: familysearch.org
Página do registro da família Chalbaud y la Escosura, no censo nacional da Argentina, realizado em 1895, quando Federico, Maria del Carmen Chalbaud y la Escosura e seus filhos moravam em Buenos Aires. Mudaram-se definitivamente para Curitiba, no início do século XX. A profissão de Federico Chalbaud consta como sendo corretor da bolsa de valores.

Federico Chalbaud y Pelletán

 

A trisavó Maria del Carmen Chalbaud y la Escosura nasceu em Manila, nas Filipinas, que então era território espanhol. Foi casada com Federico Chalbaud y Pelletan. Era filha de Juan de la Escosura y Morrogh e Macrina de la Escosura y Alonso. Seu pai foi "marcador mayor del reino" e diretor de ensaios da casa nacional da moeda da Espanha. Era sobrinha de Patrício de la Escosura, militar e político progressista da Espanha do século XIX, que foi ministro em vários gabinetes de governo e comissário régio das Filipinas, além de orador e escritor, conhecido pela eloquência do estilo.

Eram seus tios, também, Mario, Luís e Narciso de la Escosura y Morrogh, todos ligados às ciências e artes na Espanha do século XIX. Seu avô, Jerônimo de la Escosura, foi um renomado militar e historiador espanhol, com grande atuação na guerra de independência que a Espanha travou contra a ocupação napoleônica. Jeronimo de la Escosura foi casado com Anna Morrogh Walcott, de ascendência inglesa. 

Maria del Carmen teve oito filhos, entre eles minha bisavó Josefina (Finita) Chalbaud Biscaia. O trisavô Federico Chalbaud y Pelletán nasceu em Madri em 1864 e faleceu em Curitiba, em 1918. A família veio da Espanha para a América em fins do século XIX, estabelecendo-se definitivamente em Curitiba no início do século passado, após um breve período residindo no Rio de Janeiro e em Buenos Aires. Ela faleceu em Curitiba, em maio de 1931.


Os irmãos Chalbaud, filhos de Maria del Carmen e Federico Chalbaud, reunidos em Curitiba, em 24/10/1965, no aniversário de oitenta anos de Maria Carmen Chalbaud Sampaio (conhecida como tia Maria): em pé: Mercedes Chalbaud Pinto; minha bisavó Josefina (Finita) Chalbaud Biscaia e Julia (Julinha) Chalbaud Leinig. Sentados: Concepción (Conchita) Chalbaud Carrano; Evaristo Chalbaud y la Escosura; Maria Carmen Chalbaud Sampaio (a aniversariante) e Joana (Joanita) Chalbaud Misurelli. As mulheres casaram-se e viveram em Curitiba (PR), possuindo vasta descendência nesta cidade. Evaristo Chalbaud retornou à Argentina nos anos 1910, estabelecendo-se em Buenos Aires, onde constituiu sua família.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Olguinha e Mario Biscaia

Os avós maternos Mario Chalbaud Biscaia e Olga Soffiatti Biscaia - Curitiba - 1967. Ele, filho de Josefina (Finita) Chalbaud Biscaia e João dos Santos Biscaia. Ela, filha de Guerino Soffiatti e Rosa (Rosinha) Kluppel Soffiatti. Era comerciante em Curitiba. Pessoalmente amável e querido por todos que o conheciam, era uma alma caridosa. Mario Biscaia foi um torcedor entusiástico do glorioso Clube Atlético Paranaense, no qual exerceu vários cargos diretivos, entre os quais o de tesoureiro, vice-presidente e presidente interino. Como diretor de futebol, o Atlético conquistou o título estadual de 1949, invicto e com goleadas históricas sobre seus maiores rivais. Foi nesta temporada de 49 que o Atlético ganhou o apelido de Furacão, pelo qual é hoje conhecido nacionalmente. Foi fundador e benemérito da Associação Paranaense de Reabilitação (APR) e um dos fundadores do Iate Clube de Guaratuba. Empresta seu nome à sala de sessões plenárias da Junta Comercial do Paraná, da qual foi integrante.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Neném e Mimiro


Os bisavós paternos Herundina (Neném) de Avellar Simões Peralta e Valdomiro (Mimiro) Villet Peralta - Foto de 18/09/1939. Ela, filha de Arthur Quirino Simões e Leocádia Calvet de Avellar Simões. Ele, filho do médico português Antonio Botelho Peralta e de Maria Adelaide de Burgos Chapuzet Villet Peralta, pioneiros da Vila da Estiva, atual Miguel Pereira (RJ), na serra fluminense. Neném e Mimiro casaram em 18/09/1909, ela com dezesseis anos e ele com trinta e dois anos de idade. Assinaram o termo de casamento, como padrinhos, o pai de Herundina, Arthur Quirino Simões, seu primo Carlos Quirino Simões, engenheiro e arquiteto paulista e professor da Escola Politécnica da USP, e seu avô, o coronel José Quirino dos Santos Simões. O casamento civil ocorreu na casa de Leocádia e Arthur Quirino Simões, no Rio de Janeiro, na rua Itapiru, 16, no bairro do Rio Comprido. O casamento religioso aconteceu na Paróquia do Espírito Santo.

sábado, 13 de março de 2010

About Friendship


"But friendship is precious, not only in the shade, but in the sunshine of life, and thanks to a benevolent arrangement the greater part of life is sunshine."

Thomas Jefferson

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A Casa de Rosinha e Guerino Soffiatti em Guaratuba


Casa que pertenceu aos meus bisavós Guerino e Rosinha Soffiatti (verde clara ao centro, atrás do cipreste), defronte a Baía de Guaratuba - PR, que foi adquirida no início da década de 1930 (Foto de 2009). Guerino e Rosinha Klüppel Soffiatti tiveram oito filhos entre estes a caçula, minha avó materna Olga Soffiatti Biscaia. Esta casa, segundo minha avó, foi reformada e transformada num sobrado, a partir de uma antiquíssima construção térrea de estilo colonial, com paredes de meio metro de espessura, que foi moradia de padres no século XIX. Após a morte de Guerino, Rosinha passou a residir nesta casa, até seu falecimento em 1963. Mulher de espirito generoso, Rosinha educou diversos afilhados em Guaratuba e era muito querida e popular na cidade.

A casa foi herdada por seus filhos. Meus avós, Olga e Mario e seus filhos a frequentaram até fins da década 1950, quando construíram a sua própria casa em Guaratuba, na antiga rua Caetano Munhoz da Rocha, hoje avenida Ponta Grossa, próxima à praia, onde passei grande parte de minha infância e juventude, por muitos e muitos verões. A casa da baía ainda hoje pertence aos herdeiros de Rosinha e Guerino Soffiatti.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

About Dreams...


"All men dream, but not equally. Those who dream by night, in the dusty recesses of their minds, wake in the day to find that everything, after all, was just vanity. But the dreamers of the day are dangerous men, for they may act on their dreams with open eyes, to make them possible."

(T.E. Lawrence, The Seven Pillars of Wisdom)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

About the History of Civilization...

"It is a mistake to think that the past is dead. Nothing that has ever happened is quite without influence at this moment. The present is merely the past rolled up and concentrated in this second of time. You, too, are your past; often your face is your autobiography; you are what you are because of what you have been; because of your heredity stretching back into forgotten generations; because of every element of environment that has affected you, every man or woman that has met you, every book that you have read, every experience that you have had; all these are accumulated in your memory, your body, your character, your soul. So with a city, a country, and a race; it is its past, and cannot be understood without it.

Perhaps the cause of our contemporary pessimism is our tendency to view history as a turbulent stream of conflicts - between individuals in economic life, between groups in politics, between creeds in religion, between states in war. This is the more dramatic side of history; it captures the eye of the historian and the interest of the reader. But if we turn from that Mississippi of strife, hot with hate and dark with blood, to look upon the banks of the stream, we find quieter but more inspiring scenes: women rearing children, men building homes, peasants drawing food from the soil, artisans making the conveniences of life, statesmen sometimes organizing peace instead of war, teachers forming savages into citizens, musicians taming our hearts with harmony and rhythm, scientists patiently accumulating knowledge, philosophers groping for truth, saints suggesting the wisdom of love. History has been too often a picture of the bloody stream. The history of civilization is a record of what happened on the banks." (Will Durant)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Guaribu: Somewhere Among The Mountains...

Fachada principal vista do sopé da montanha

Escada lateral de acesso à varanda frontal
O vale frontal visto da sacada
Pátio Interno
Entrada lateral
Vista lateral
Escadas da entrada frontal em cantaria
 Vista do casarão, com a última das quatro palmeiras imperiais originais que existiam na frente. (Fotos de meados da década de 1970).

Sede da Fazenda do Guaribu, Avelar, Paty do Alferes (RJ) - Estabelecida em fins do século XVIII, na serra fluminense, ao longo do vale do Paraíba, primeiro, com um engenho de cana-de-açucar e, mais tarde, para o cultivo de café. Foi fundada por Antonio Ribeiro de Avellar, também, proprietário da fazenda Pau Grande. Na primeira década do século XIX, o genro e a filha de Antonio Ribeiro de Avellar, - Luiz Gomes Ribeiro e sua mulher, Joaquina Mathilde de Assunção -, habitavam com a sogra a sede da fazenda Pau Grande, constituída de duas moradas. De lá, Luiz Gomes Ribeiro administrava todos os bens e negócios da família Ribeiro de Avellar, numa sociedade com sua sogra, a viúva de Antonio Ribeiro de Avellar. Em virtude de desentendimentos familiares e da dissolução da sociedade, coube a Luiz Gomes Ribeiro e sua mulher diversos bens e propriedades, cuja parte principal era constituída das terras da fazenda do Guaribu.

Sede da fazenda Pau Grande, em Paty do Alferes, que pertenceu a Antonio Ribeiro de Avellar, fundador da fazenda do Guaribu. A ampliação deste casarão em duas alas autônomas foi realizada por Luiz Gomes Ribeiro e sua mulher, que aí residiram, até mudarem-se para o Guaribu
O casal mudou-se, em meados da década de 1810, para uma casa antiga que existia numa parte dessas terras, conhecida como Guaribu Velho. Mandaram, em seguida, construir um novo engenho e um casarão para sua residência, em outra parte das terras do Guaribu, concluído por volta de 1817, que aparece nas fotos acima. Com o falecimento de Luiz Gomes Ribeiro, em 1838, e de Joaquina Mathilde de Assunção, em 1846, a fazenda foi transmitida a um de seus filhos, Cláudio Gomes Ribeiro de Avelar, mais tarde barão do Guaribu, que ali passou a cultivar café em grande escala. Em 1863, com a morte do barão do Guaribu, que era solteiro, as fazendas do Guaribu e Guaribu Velho foram herdadas por seu irmão e testamenteiro, João Gomes Ribeiro de Avellar, barão e depois visconde da Paraíba, também proprietário de diversas fazendas na região, entre elas, a fazenda da Boa Vista, em Paraíba do Sul, onde residia. O visconde da Paraíba faleceu em 1879, deixando suas fazendas para seus cinco filhos.

As terras das fazendas do Guaribu, Guaribu Velho e parte da fazenda Boa Vista couberam ao seu filho que tinha o mesmo nome. João Gomes Ribeiro de Avellar, o filho, conhecido como Jaco, era advogado formado na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, tendo exercido a advocacia, no Rio de Janeiro. Tornou-se, também, negociante e comissário de café e foi um grande empreendedor em seu tempo, tendo sido co-fundador da Companhia Docas de Santos, da Cia. Melhoramentos de São Paulo, da Cia. Brasileira Torrens e várias outras empresas. Casou-se com Emerenciana Cândida de Magalhães Calvet, filha de José de Paiva Magalhães Calvet, notável personagem da Revolução Farroupilha.

Este casal transmitiu a fazenda do Guaribu a sua filha Leocádia Calvet de Avellar Simões, casada com Arthur Quirino Simões, que por sua vez deixou-a para sua filha Herundina (Neném) de Avellar Simões Peralta, casada com Valdomiro Villet Peralta. O casal teve quatorze filhos, entre eles meu avô Arthur Carlos Peralta, e deu origem à numerosa família Peralta, que ainda possui estas terras. A velha casa grande foi demolida durante a década de 1980, dela restando apenas a escada, a varanda e os bancos, em pedra de cantaria, e apenas uma das quatro palmeiras imperiais, plantadas em renque, defronte ao casarão.